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Sobre a Cidade

Fonte:ibiuna.sp.gov.br

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A Origem do Município de Ibiúna

A origem do município de Una, atual Ibiúna, vem do tupi-guarani. Una é um vocábulo tupi-guarani que significa “negro”, “escuro”, “preto”, e ybi que significa “terra”. Assim sendo, Ibiúna na linguagem tupi-guarani, significa “terra preta”.

O rio que banha a cidade “rio de Una”, é que lhe deu o nome primitivo de Una.
Trata-se de uma corruptela do “Y Una”, que em tupi guarani significa Y – água e Uma – preta. Portanto, Y Una, significa água preta. Os mais antigos ao pronunciarem o nome anterior do município usam a expressão Yuna e apenas uma parte da população usava a pronúncia Una.
Como existiam dois municípios com a mesma denominação de Una, sendo o nosso aqui no Estado de São Paulo e outro no Estado da Bahia, um teria que ter a sua denominação mudada ou alterada.
Entretanto, o município baiano por ser mais antigo e considerado na época de maior valor histórico, herdou em definitivo a denominação de Una.
Mas pelo decreto-lei estadual n° 14334 de 30 de novembro de 1944, o município paulista de Una passou a denominar-se Ibiúna.

ASSIM NASCEU UNA

Por volta de 1710 Manoel de Oliveira Carvalho, se instalou no vale de Una, nas terras de São Roque, Vila de Sorocaba, em uma sesmaria de terras que pertenciam a seu sogro Felipe Santiago, que as cultivava já há alguns anos. Com a morte de Felipe Santiago neste mesmo ano de 1710 Manoel de Oliveira Carvalho requereu para si esta mesma sesmaria, cujas terras estavam sendo questionadas pêlos vizinhos ou supostos invasores. Foi-lhe então outorgada pela Coroa Real a partir de 15 de julho de 1711 a carta de sesmaria de uma légua de terras em quadra, principiando no rio Sorócabussu do sudeste pela estrada de Sorocaba, até as águas de Francisco Duarte e Pedro Machado, com outra légua de sertão correndo pelo rio de Una, acima. Foi ainda concedida a Manoel de Oliveira Carvalho em junho de 1713 a patente de Capitão da Ordenança da Freguesia de Cotia, em virtude do falecimento do Capitão Ignácio Soares.

Esta povoação de Una era então uma fazenda tocada a braços de escravos pertencentes ao abastado capitão Manoel de Oliveira Carvalho, denominada Sítio do Paiol. O capitão fez construir uma capela sob a invocação de Nossa Senhora das Dores de Una, nas terras de São Roque. Por volta de 1750, se instalava no vale de Una, nas terras do bairro Piratuba, Cocaes e Ressaca, a família do Dr. Helvidio Rosa, vindos de Sorocaba. Formaram naqueles terras uma importante fazenda com o trabalho de escravos, sendo que na sede havia loja de armarinhos, leiteria, selaria, venda e pernoites, tornando o local um ponto de parada destinado a tropeiros e viajantes. A prova desse assentamento é a de um crucifixo histórico, que consta pertencer aos antepassados de Helvidio Rosa e que foi encontrado em uma escavação de terras na feitura de um açude. Mais tarde estas terras já sob a denominação de Fazenda Velha dos Rosas, foi adquirida por João Cafezal Domingues e Benedito Domingues. Com a morte do capitão Manoel de Oliveira Carvalho, provavelmente em 1780, as terras e fazenda de propriedade do capitão passaram a pertencer por herança a seu filho Manoel de Oliveira Costa, que mandou erigir uma capela mais ampla, no mesmo local da capela primitiva, sob a mesma invocação de Nossa Senhora das Dores de Una, para os usos religiosos de sua família, escravos e agregados. Nas imediações da capela foram sendo construídas as primeiras casas de barrote e taipa. Em pouco tempo o local tornou-se parada obrigatória dos viajantes, mascates e os tropeiros que ascendiam seus fogos em redor do templo. A impressão que se tinha era a de um presépio permanente. E essa impressão viria-dar à Vila de Una o cognome de “A Cidade Presépio”. Mais tarde estas terras e fazenda passaram a posse do Capitão Salvador Leonardo Rolim de Oliveira, por ato de compra e venda, já denominada Fazenda Velha de Una.

Seus irmãos Bernardo Antunes Rolim de Oliveira e João Rolim de Oliveira, todos vindos de Sorocaba, também adquiriram glebas que iam da serra de São Francisco em sentido oposto, rumo a Sorocaba. O capitão Salvador Leonardo Rolim de Oliveira ficou com a gleba já no atual centro do vilarejo de Una. Animado pelo bom espírito religioso do povo (escravos, agregados, viajantes e tropeiros), que careciam de apoio espiritual, requereu o Alvará Régio expedido em 29 de agosto de 1811 por Dom Matheus de Abreu Pereira por ordem do Príncipe Regente Dom Pedro I, que elevou o vale de Una à condição de Freguesia e Paróquia do Povoado, sob a égide de Nossa Senhora das Dores de Una. Q território foi formado com partes desanexadas das freguesias confinantes de Sorocaba, Cotia e Parnaíba nas terras de São Roque. A extensão territorial de Una ficou estimada em 1.093 km2. Em 11 de fevereiro de 1811 nascia no vilarejo de Una o seu primeiro filho ilustre – Jesuíno José Soares, que mais tarde passou a assinar Jesuíno José Soares de Arruda. Era filho do casal de portugueses Francisco António dos Santos e Brandina Soares, radicados em Una desde 1790 e que possuíam uma loja de armarinhos no bairro do Curral. Jesuíno era tropeiro de profissão e viria fundar em 1857 o próspero município de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo. O bairro do Curral recebeu essa denominação por ser naqueles tempos um local muito apropriado para o descanso e pernoites de tropas e sua proximidade com a Vila de Una. Esse bairro serviu de parada e pouso para as tropas de Duque de Caxias, quando por aqui passava em suas sucessivas missões para sufocar rebeliões ou promover pacificação em Sorocaba e outras partes do Estado. Consta inclusive a passagem por Una, quando Caxias se dirigiu a Sorocaba para prender o Padre Diogo António Feijó. Por volta de 1850 o capitão António Vieira Branco, português de nascimento e brasileiro de coração, se instalou nas terras de Pirapora, depois denominada Colégio de Pirapora e mais tarde simplesmente Bairro do Colégio e nas terras do bairro Areia Vermelha, respectivamente. As terras foram doadas ao capitão António Vieira Branco, pelo imperador por ato de bravura e relevantes serviços prestados à coroa imperial.

Formou uma importante fazenda com trabalho escravo, instalou uma serraria e uma máquina de benefício de algodão inaugurada em 1857. Na fazenda eram fabricados vários tipos de ferramentas, tais como foice, machados, enxadas, martelos, serrotes, pregos e parafusos, além de ferramentas de uso agrícola. As terras do capitão Vieira Branco, veterinário, chegou a ser fazenda modelo no Brasil Império.

A Era Indígena
Tinha-se conhecimento que as terras do vale escuro de Una, no período de 1618, era habitada temporariamente por índios tupi-guarani, que deram origem ao nome primitivo de Una. O vale escuro era mais um caminho de fuga e um esconderijo para protegê-los de caçadores de índios para escravizá-los. Os índios usaram pouco essas terras para as suas paupérrimas plantações de milho e fumo e pouco se reproduziram nessa região. Mas abriram o primeiro caminho e deram os primeiros passos em direção ao Vale. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

A Imigração Portuguesa
Em fins do século XVI e início do século XVII, foram chegando ao Vale de Una os primeiros imigrantes de origem portuguesa. Vieram atraídos pela abundância de madeira de lei e na esperança de encontrarem minérios e pedras preciosas. Fizeram-se representar nas pessoas de Felipe Santiago, Francisco Duarte, Pedro Machado, Ignácio Soares, Manoel de Oliveira Carvalho, Manoel de Oliveira Costa, Francisco António dos Santos, Helvidio Rosa, Salvador Leonardo Rolim de Oliveira, António Vieira Branco, João Cafezal Domingues, Benedito Domingues, Manoel Homem de Góes, Fortunato de Góes Pinto, António Coelho Ramalho, João Pereira, entre outros. Através desses primeiros habitantes efetivos, os portugueses e seus descendentes continuaram a se estabelecer nas terras de Una e posteriormente Ibiúna. De início as atividades se traduziam na extração da madeira de lei, a lenha, o carvão vegetal e o aproveitamento do pó de serra. Dedicavam-se também na extração do palmito, o mel de abelhas, além das culturas de fumo, milho e feijão. Investiam na criação de animais que forneciam o leite e seus derivados, a carne, a banha, ovos e os chamados animais de tração usados na prestação de serviços. Foram os portugueses os fundadores de Una e sua descendência participou de todas as atividades desenvolvidas no município, desde a economia informal, a prestação de serviços, as funções e atividades liberais, a agricultura, indústria e o comércio. A participação na política municipal aparece com grande performance.

A Introdução do Negro Africano na Vila de Una
Através dos portugueses, foram introduzidos na Vila de Una os negros africanos, na condição de escravos. Os negros africanos e seus descendentes, muitos nascidos na própria vila, marcaram a passagem dessa imigração provocada e involuntária, através do trabalho forçado, mas que muito contribuíram para que Una continuasse a lenta caminhada em busca do progresso e o bem-estar do povo. Entretanto, terminada a época da escravidão no Brasil, pela lei áurea de 13 de maio de 1888, assinada pela Princesa Izabel, os negros africanos e seus descendentes não permaneceram na sua totalidade na Vila de Una, sendo considerada pequena na comunidade a presença dos descendentes negros. Entretanto é considerável a presença em Ibiúna dos mestiços. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

A Imigração Italiana

Nos anos de 1890 e 1891 a Vila de Una recebia em suas terras os primeiros imigrantes italianos. Mais tarde descendentes de italianos também se fixavam em Una. Eles se fizeram representar pelas famílias Falei, Melanias, Nani, Pécci, Bastos, Bini, Coscarelli, Sandroni, Andreolii, Marcondes, Dal Fabro, Romano, Ferracini, Giancolli, Folena, Calvo, Casaburi, Cavalieri, Latarullo, Parente, Fanti, Marcicano, Duganieri, Albertim, Rabelo, Belo e outras posteriormente. Um marco do início dessa imigração na Vila de Una está gravado na fachada de uma casa comercial no início da Rua 15 de Novembro com os seguintes dizeres:
“Casa Falei – Fundada em 1892”. Os imigrantes italianos e seus descendentes participaram de início e participam de todas as atividades econômicas que vão desde a agricultura, indústria e comércio, até as atividades informais e de prestação de serviços e o desempenho nas profissões liberais. A participação na política municipal tem sido das mais expressivas, tendo entre seus descendentes alguns ocupado os mais altos cargos políticos do município.

A Imigração Árabe
A imigração de árabes e seus descendentes chegou à Vila de Una em 1898. Esses imigrantes e seus descendentes que aqui se estabeleceram foram os membros das famílias Assef, Habibe, Hadade, Riskalah, Musa, Gebara, Elias, Rahal, Issa, Chedid, Juni, Jorge, Sales, Marum, Salite e Hanzi. A imigração árabe contribuiu muito para o progresso urbano, através das atividades comerciais. A contribuição na agricultura e na indústria se fez mais através de investimentos que se estenderam ao longo dos anos a outros setores de atividades. Entretanto, participam dos mais variados setores de serviços, profissões liberais, bem como da economia informal existente no município. Entre seus descendentes a participação na política marca uma época nos destinos do município, quanto ao progresso e bem-estar da comunidade. Essas informações foram retiradas do site www.guiaibiuna.tur.br.

Á Imigração Japonesa
A imigração japonesa teve início em 1932, com a chegada em Una dos primeiros imigrantes Euriko Iwakawa e depois Shigemori Maeda. A imigração nipônica se tornaria mais efetiva nos anos que se seguiram com o assentamento das famílias Samano, Arizono, Muramatsu, Kikonaga, Kawakami, Kaneko, Ideriha, Nakayama, Nakamura, Nakajima, Watanabe, Takafuji, Matsuda, Saito, Saitow, Miyaji, Setoguti, Morita, Miazaki, Murioka, Yoshito, Mikami, Teramae, Sokoda, Sugahara, Suetsugo, Fiiruya, Ogno, Yasuhara, Kitadani e tantas outras que juntas formaram a maior colônia de imigrantes instalada no município.

Esses imigrantes trouxeram em suas bagagens novas técnicas de plantio e variedades de cultivos que aplicados nas áreas de produção foram diversificando e multiplicando-se a ponto de tornar Ibiúna o maior celeiro de produção de hortifrutigranjeiros do Estado de São Paulo e do Brasil. A primeira atividade desenvolvida foi prioritariamente a agricultura e somente após o término da 2a guerra mundial é que iniciaram a participação em outras atividades. A indústria, o comércio, a prestação de serviços e funções liberais e informais ocupam considerável número de japoneses, nisseis e sansseis. A participação na política municipal iniciou-se de forma tímida e cautelosa e até então é exercida mais em forma de apoios, com participação regular. Mas entre seus descendentes alguns já ocuparam e ocupam cargos políticos no município.

A Imigração Chinesa

Os imigrantes chineses tentaram formar sua colónia em Ibiúna na década de 1960. Entretanto não tiveram a mesma performance dos imigrantes de outras nacionalidades aqui estabelecidos ou assentados nas áreas de produção agropecuária. Aluaram pouco na agricultura, tentaram a industrialização e o comércio, mas não se aclimataram. Foi portanto uma imigração meteórica dentro de um ciclo rápido e a colônia acabou desaparecendo. Não houve participação na política municipal. O grande tributo dessa nacionalidade a Ibiúna ficou por conta dos padres chineses, Dr. Lourenço Chang (Padre Lourenção) e Dr. Lourenço Chen (Padre Lourencinho), doutores em teologia. Eles realizaram uma notável obra evangélica e cristã, além de uma destacada atuação social e cultural de grande significado religioso e histórico. Ibiúna muito deve a esses abnegados sacerdotes Lourencinho e Lourenção, como eram tratados carinhosamente pela comunidade religiosa de Ibiúna.

A Imigração Isolada

Existem imigrantes e descendentes de imigrantes de outras nacionalidades vivendo em solo ibiunense, mas que não chegam a formar colônia ou constituir núcleos. Entretanto, embora anônimos são reconhecidos como cidadãos úteis à comunidade através dos trabalhos que desenvolvem segundo à capacitação e o grau de instrução de que são possuidores. Entre esses figuram argentinos, boli vianos, espanhóis, alemães, russos e americanos. E o caso do argentino José Famiglietti, já falecido. Era químico de profissão e possuía, uma propriedade situada na Rua Guarani, esquina com a Avenida Benedito de Campos. A família Fuji de origem boliviana que mantém a sua descendência em Ibiúna.

Há que se destacar a descendência das famílias Cruz e Aro, de origem espanhola e do próprio autor, filho de pai espanhol.

A família de Sérgio Romanivc, natural da Rússia, cujos descendentes estão radicados no bairro do Salto. As famílias de Olinto Martins de Moraes, já falecido e os descendentes da família Ribeiro, ambas de origem alemã. A família do norte-americano William Brondin, também falecido que se situava no bairro Campo Verde.
Essas citações representam a exemplificação da imigração isolada no município.
E, dentro desse contexto existem casos curiosos, interessantes, dignos de nota.
Um desses casos refere-se ao bispo chinês. Dom Job Tch Enn Che Ming, que faleceu em desastre de automóvel, quando vinha visitar os padres chineses da paróquia e conhecer Ibiúna. O corpo do bispo foi sepultado no cemitério da Paz.
No mesmo jazigo foi sepultado o Padre João (Chang Shiang), que prestou serviços religiosos na paróquia de Ibiúna, mas que fora vigário da catedral de Pequim antes da revolução cultural de Mão Tse Tung. Outro caso é o do oficial italiano Primo Monguzzi, homem de confiança do exército do ditador da Itália, Benito Musolini. O corpo do oficial general foi sepultado no cemitério da Paz, em 1977. O cônsul brasileiro Carlos Cintra, gaúcho de nascimento e que prestou seus serviços no consulado do Brasil na Argentina, durante o governo de Getúlio Dorneles Vargas, residiu em Ibiúna. Faleceu aos 85 anos de idade e seus restos mortais estão sepultados no cemitério da Paz em Ibiúna. A residência do
cônsul estava localizada em um terreno por onde passa a avenida marginal da cidade. A casa foi destruída pelo fogo e todo o acervo de livros, jornais, revistas e outros pertences foram queimados, o que seria na atualidade uma grande contribuição na formação do património histórico e cultural de Ibiúna.

Crédito: José Gomes (Linense)

Numeros, dados e geologia

Município – Ibiúna
Sede da Comarca – Ibiúna
Distrito existente – Paruru
Região Administrativa – Sorocaba – Sede da IV região administrativa do Estado.

População: População total – 64.832
População zona urbana – 23.823 habitantes
População zona rural – 41.009 habitantes
Dados fornecidos pelo IBGE – senso 2007

Qualificação: Estância Turística, Município Agrícola

Coordenadas geográficas: Latitude S.23’ 39’ 20’ – Longitude W.Gr. 47’ 13’ 31’ e distante em linha reta da capital do Estado em 63 km. Rumo em relação da capital do Estado: O S O. Portanto a localização geográfica do município de Ibiúna é na região sudeste do Estado de São Paulo, nas encostas da Serra do Paranapiacaba.

Limites do Município:

ao Norte – limita-se com São Roque, Mairinque e Alumínio
ao Sul – limita-se com Juquitiba, Miracatu e Tapiraí
a leste – limita-se com Cotia e São Lourenço da Serra
a oeste – limita-se com Piedade e Votorantim

Área do Município: A área do município de Ibiúna é de 1.093 km2, ou seja, 109.300 hectares, sendo 34° município de maior extensão territorial do Estado de São Paulo.
A altitude média é de 996 metros acima do nível do mar, sendo considerada a terceira cidade mais alta do Estado.
Seus pontos mais altos – Morro da Praça da Figueira – 1000 metros e Pico da Serra do Verava – 1200 metros.

Temperatura: A temperatura sofre as seguintes médias de variações:
Máximas 27°C e mínimas 0,6°C, Compensada 19°C.
O seu clima é de montanha, salubérrimo, análogo ao de Campos do Jordão.
Clima temperado com inverno úmido.

Umidade relativa do ar: de um modo geral é alta, oscilando entre 60% e 90%, sendo que a área serrana é mais úmida, podendo chegar aos 120%. As mínimas costumam ocorrer no outono e início do inverno.

Tipos de solo: Há vários tipos de solo no município, porém a maior parte da região agrícola é coberta com latossol vermelho amarelo – orto e podozolizado com cascalho.
* Latossol vermelho amarelo – orto (LV): são solos argilosos profundos, de coloração alaranjada desenvolvidos a partir de granito e gnaisses, geralmente ácidos e naturalmente ricos em matéria orgânica. Ocupam a meia encosta de serras e patamares de morros.
* Podozolizado com cascalho (PC): solos argilosos, pouco profundos observando-se em todo o perfil de distribuição de cascalhos de 3 a 5mm de diâmetro, superior a 20%. Separação de horizontes bem destacadas, saturação de base alta ou baixa, originário de granito. Geralmente ácido rico em matéria orgânica, quando desbravado. Existe a região do caulim nos bairros Murundu e Vargeado, uma grande concentração deste mineral com a presença de bauxita. Chegou-se inclusive a ser instalada uma mina de extração, mas que foi fechada porque o mineral extraído apresentava baixa qualidade. Entretanto, a predominância do solo é o massapé roxo e o P.H. oscila entre 5 a 6%.

Topografia
A topografia do município é bastante variável, uma vez que esta se localiza nas encostas da serra do Paranapiacaba, normalmente ondulada, acidentada e montanhosa. As maiorias das terras possuem declividade superior a 12%, podendo atingir 100% nas regiões mais altas. Por esta razão a maior parte da agricultura local é desenvolvida nas terras de encostas e meia encosta, devido a ausência generalizada de planícies.

Relevo
Ibiúna, por estar localizada na bacia fisiográfica do Paranapiacaba, tem exatamente por isto uma topografia muito irregular, apresentando várias serras, montanhas e encostas. Dentre as inúmeras serras, destacam-se as de São Sebastião, Queimada, Focinho, Abreu e Caucaia do Alto. Na parte que serve de limite com Votorantim está situada a serra de São Francisco, rumo a Piedade e há um contraforte denominado Serra de Pirapora que se desdobra em várias montanhas, que passando pelo antigo bairro das Furnas, vai se juntar à Serra Grande de Una. Entre o município de Ibiúna e Cotia está a Serra do Verava que é o ponto mais alto de Ibiúna, com 1200 metros de altura. O segundo ponto mais alto é o da Praça da Figueira no cume da serra ou montanha do bairro do Campo Verde e Cachoeira. Notam-se ainda as serras do Coiote e do Salto, em cujas bordas no bairro do Cupim nasce o rio de Una, que deu origem ao nome do município.

Meio ambiente
O município, por localizar-se em região serrana, conserva ainda grandes áreas verdes, principalmente na serra de Paranapiacaba e desmembramentos como a serra da Queimada e serra de São Sebastião, entre outras. Estima-se na ordem de 45% do total do município a área ocupada com florestas nativas, capoeiras, capoeirinhas, cerrados, reflorestamentos (eucaliptus, pinus eiliotti e kiri). Existe um grande manancial composto de rios, ribeirões, açudes, represas e quedas d’água, destacando-se a represa de Itupararanga que serve de divisa entre os municípios de São Roque, Mairinque, Piedade e Votorantim. Na parte sudeste limitando-se com os municípios de Piedade, Tapiraí, Miracatu e Juquitiba e localizada nas encostas da serra de Paranapiacaba fica a área de reserva florestal com 26.000 hectares, denominada “Parque Estadual de Jurupará”.

Hidrografia: os rios, ribeirões, represas e quedas d’água formam o extenso manancial de Ibiúna.

- O Rio de Una
Que deu origem ao nome do município, nasce nas bordas do salto, no bairro do Cupim, passa pela sede municipal vai desaguar no rio Sorocabuçu nas proximidades da represa Itupararanga. Para sua formação recebe as águas do córrego do Cupim, ribeirão do Leopoldo e ribeirão do Salto e pequenos afluentes provenientes de nascentes.
- O Rio Sorocamirím
Nasce no município de Cotia, passa pelo município de Vargem Grande Paulista e terras de São Roque, chegando ao varjão de Ibiúna, despejando suas águas no rio Sorocabuçu a exemplo do rio de Una. Este rio ao longo de seu curso em seu leito recebe as águas do ribeirão dos grilos, ribeirão Sara, ribeirão Votorantim, ribeirão dos Pintos, rio Morro Grande e córrego do Curral. O rio Dois Córregos também se junta ao rio Sorocamirim.
- O Rio Sorocabuçu
Nasce no bairro dos Paulos e inicialmente recebe as águas do ribeirão Rafael Grande. Depois passa a receber as águas do rio Murundu, que nasce no município de Piedade e é reforçado pelo ribeirão dos Alves e ribeirão Paiol Grande. O rio Sorocabuçu que se inicia no bairro dos Paulos corta quase todo o município até desembocar na represa de Itupararanga.
- O Córrego do Campo Verde
Que nasce no bairro do mesmo nome deságua na represa de Ituparanga.
- O Ribeirão do Colégio
Que nasce no bairro do Colégio de Pirapora é reforçado por dois afluentes que nascem no município de Piedade e também desemboca na represa de Itupararanga.
Portanto a represa de Itupararanga é formada na sua essência pela junção dos rios de Una, Sorocamirim e Sorocabuçu, e mais os rios, ribeirões, córregos e afluentes e que outrora originavam o antigo vale escuro de Una e o salto barulhento como denominavam os indígenas. O salto barulhento propriamente dito está localizado na divisa de Ibiúna com Votorantim, onde em 1913 foi feita a construção de uma barragem conhecida em Ibiúna como paredão da Light ou Escritório. A represa de Itupararanga se situa em Ibiúna divisando com São Roque, Mairinque, Votorantim e Piedade.
- O Rio São Lourenço
Que nasce no município do mesmo nome, passa pelo município de Juquitiba cujas águas ficam represadas na cachoeira do França já no município de Ibiúna.
- O Rio Laranjeiras
Nasce na divisa de Ibiúna com Itapecerica da Serra, no bairro do Verava, entra nas terras do município de Juquitiba, entra novamente no município de Ibiúna, cujas águas também ficam represadas na cachoeira do França.
- O Rio do Pocinho
Que nasce nas grutas ou itaocas de São Sebastião e suas águas vão direto para a cachoeira do França, sendo que antes um de seus braços deságua no rio Juquia-guaçu.
- O Rio dos Bagres
Nasce na lage do Descalvado (uma lage de pedra de formato quadrangular de cerca de 2 km2) e desemboca com suas águas na cachoeira do França.
- O Rio Vargedo
Que nasce na serra do Vargedo vai desaguar no rio dos Bagres.
- O Rio Graminha
Nasce no bairro da Colina e a exemplo do rio Vargeado despeja suas águas no rio dos Bagres.
- O Rio do Peixe
Nasce no bairro Murundu, região do caulim e suas águas abastecem a barragem do Jurupará e seguem até encontrar o rio Juquia-guaçu.
- O Rio Juquia-guaçu
Uma espécie de rio mestre, tem sua origem no município de Embu-guaçu nas divisas de Santo Amaro, passa pelos municípios de Itapecerica da Serra, São Lourenço e Juquitiba, entrando nas terras de Ibiúna onde abastece a Cachoeira da Fumaça, recebe reforço de vários rios ibiunenses e desce em direção ao litoral com suas águas entrando no rio Ribeira, no município de Registro.
- O Rio Bonito
Nasce no km 11,5, passa pelo bairro Rio Bonito que lhe empresta o nome e vai desaguar no rio Juquiá, abaixo da Cachoeira da Fumaça.
- O Rio Tamanduá
Nasce no bairro Carmiranga e despeja suas águas no rio Juquia-guaçu, adiante da Cachoeira da Fumaça.
- O Rio Juquiazinho
Nasce no município de Tapiraí e entra no município de Ibiúna com suas águas se misturando com o rio Juquia-guaçu. A cachoeira do Infernão é represada na divisa de Ibiúna com o município de Piedade, pelas águas do rio Juqúiá-guaçu. Existem ainda muitos afluentes e cursos d’água, provenientes de um grande número de nascentes que formam o córrego da Onça, o rio do Veado, ribeirão da Coruja, ribeirão das Garças, ribeirão da Figueira e o rio Barra Seca, cujas águas de tempos em tempos desaparecem voltando a cobrir seu leito nas épocas chuvosas.

Quedas D’Água
§ Cachoeira do Guaçu com 20 m de queda
§ Cachoeira do Salto com 20 m de queda
§ Cachoeira do França
§ Cachoeira da Fumaça
§ Cachoeira de Itupararanga – antigo Salto Barulhento
§ Cachoeira do Infernão (Jurupará)
§ Cachoeira da Gruta do Bispo São Sebastião

As Riquezas Naturais
Entre os vegetais explorados destacam-se peroba, canela, cedro, jacarandá, gumichaba, tapaçuaré, maçaranduba, quixada, cambará, guatambu, aroeira e pinho nativo.
A casca da aroeira produzida em Ibiúna é vendida em laboratório para ao fabrico do anapion – antiséptico bucal.
O palmito e a guaraná são encontrados em grande quantidade. O pacová e a carqueja medicinais são encontrados em grande quantidade nos campos e nas pastagens.
Os minerais não explorados existentes no município são os seguintes: manganês, ferro, malacacheta, bauxita, caulim, mica, oca, quartzo leitoso e o xisto betuminoso.
As matas ainda existentes e na área de reserva florestal do Parque Estadual do Jurupará (mata atlântica) abrigam diversos animais ameaçados de extinção; entre eles o micocarvoeiro, o bugio, a jaguatirica, a sussuarana, a preguiça, a paca, o castor, a capivara e o rato do banhado. Entre as aves estão a garça, o jacu, o canário, o macuco, o avinhado, o tucano e a araponga.